Explorando a Psicanálise e a Saúde Mental
Bem-vindo às reflexões de Suely Silva
Nossa mente é um universo repleto de memórias, emoções e significados ocultos. Nem sempre percebemos, mas muitos dos nossos comportamentos são guiados por forças inconscientes. Refletir sobre isso é o primeiro passo para compreender a si mesmo e transformar padrões que se repetem. A psicanálise nos convida a explorar essas camadas mais profundas, trazendo à consciência o que antes estava oculto. Aqui, você encontra reflexões que estimulam o autoconhecimento e ajudam a enxergar sua jornada com mais clareza.
REFLEXÕES
Autoconhecimento: A jornada para se reencontrar
“Ser totalmente honesto consigo mesmo é um bom exercício.” – Sigmund Freud
Quantas vezes você se olhou no espelho e não se reconheceu? O peso das exigências externas, das dores não ditas e das emoções reprimidas pode nos afastar da nossa essência. O autoconhecimento não é sobre encontrar um “eu ideal”, mas sim sobre aprender a ser honesta consigo mesma.
Em atendimento, já ouvi muitas mulheres dizerem: “Eu não sei quem sou sem esse relacionamento” ou “Já não reconheço a mulher que me tornei.” A verdade é que a identidade não se perde, ela se esconde debaixo de camadas de medo, culpa e padrões herdados.
A psicanálise nos ensina que a cura começa quando nos permitimos olhar para dentro com coragem. O que você tem evitado enxergar sobre si mesma?
Relacionamentos abusivos: Como identificar e se libertar
O impacto da autoestima na identidade feminina
O peso da opinião alheia: Como se libertar da necessidade de aprovação
Acolhendo a criança ferida dentro de nós
“Toda criança que não é acolhida em seu sofrimento crescerá tentando curar essa dor no outro.” – Donald Winnicott
Todos carregamos dentro de nós a criança que um dia fomos. E quando essa criança não foi amada, escutada ou validada, ela continua a buscar esse amor na vida adulta.
Na clínica, vejo mulheres que repetem padrões de abandono, que buscam no outro o cuidado que nunca receberam. O primeiro passo para a cura? Parar de esperar que alguém preencha o vazio e aprender a acolher a si mesma.
Hoje, o que sua criança interior precisa ouvir?
Exercício: Escreva uma carta para a sua criança interior. O que ela precisa ouvir hoje?
Viver vs. Estar Vivo: Uma Reflexão Psicanalítica sobre a Busca por Sentido
“Viver é diferente de estar vivo”. Essa frase, que ecoa em conversas cotidianas, músicas e até mesmo em discursos de palco, me levou a uma profunda reflexão sobre a natureza da existência humana. Como psicanalista, observo diariamente a angústia daqueles que, embora biologicamente vivos, sentem-se distantes da plenitude da vida.
Na minha prática clínica, vejo pessoas que, apesar de terem suas necessidades básicas atendidas, sentem um vazio existencial. A rotina se torna um fardo, os relacionamentos se desgastam e a alegria se esvai. A psicanálise nos ajuda a entender que essa desconexão entre “estar vivo” e “viver” muitas vezes se deve à repressão de desejos e emoções autênticas.
A sociedade, com suas expectativas e normas, nos molda a padrões preestabelecidos, sufocando nossa individualidade. O medo da rejeição e do julgamento nos impede de expressar quem realmente somos, construindo máscaras que nos afastam de nossa essência.
“Viver” exige coragem para enfrentar nossos fantasmas internos, desvendar traumas e resgatar a capacidade de amar e criar. É um mergulho no autoconhecimento, uma jornada que nos permite ressignificar experiências dolorosas e encontrar sentido na vida.
Em um mundo cada vez mais individualista e hiperconectado, a busca por sentido se torna ainda mais urgente. “Viver” é um ato de resistência, uma escolha consciente de abraçar a vida em sua totalidade, com suas alegrias e desafios. É a capacidade de se conectar com o outro, de amar e ser amado, de criar e transformar o mundo ao nosso redor.
Convido você a refletir sobre essa dicotomia e a compartilhar suas próprias experiências nos comentários. Juntas, podemos construir um espaço de diálogo e reflexão sobre a busca por uma vida mais autêntica e significativa.

