Com Suely Silva, descubra seu inconsciente e transforme sua vida através da psicanálise.

Explorando a Psicanálise e a Saúde Mental

Bem-vindo às reflexões de Suely Silva

Nossa mente é um universo repleto de memórias, emoções e significados ocultos. Nem sempre percebemos, mas muitos dos nossos comportamentos são guiados por forças inconscientes. Refletir sobre isso é o primeiro passo para compreender a si mesmo e transformar padrões que se repetem. A psicanálise nos convida a explorar essas camadas mais profundas, trazendo à consciência o que antes estava oculto. Aqui, você encontra reflexões que estimulam o autoconhecimento e ajudam a enxergar sua jornada com mais clareza.

REFLEXÕES

Autoconhecimento: A jornada para se reencontrar

“Ser totalmente honesto consigo mesmo é um bom exercício.” – Sigmund Freud

Quantas vezes você se olhou no espelho e não se reconheceu? O peso das exigências externas, das dores não ditas e das emoções reprimidas pode nos afastar da nossa essência. O autoconhecimento não é sobre encontrar um “eu ideal”, mas sim sobre aprender a ser honesta consigo mesma.

Em atendimento, já ouvi muitas mulheres dizerem: “Eu não sei quem sou sem esse relacionamento” ou “Já não reconheço a mulher que me tornei.” A verdade é que a identidade não se perde, ela se esconde debaixo de camadas de medo, culpa e padrões herdados.

A psicanálise nos ensina que a cura começa quando nos permitimos olhar para dentro com coragem. O que você tem evitado enxergar sobre si mesma?

Relacionamentos abusivos: Como identificar e se libertar

“O que não se torna consciente, retorna como destino.” – Carl Jung
Em certa sessão, uma paciente disse com os olhos baixos: “Ele nunca me bateu, mas me quebrou por dentro.” O abuso psicológico é muitas vezes invisível, mas deixa marcas profundas.
Relacionamentos abusivos não começam com agressão, mas com pequenas invasões ao espaço emocional. Um controle aqui, uma crítica ali, a desvalorização constante disfarçada de preocupação. Com o tempo, a vítima passa a duvidar da própria percepção e acredita que precisa “melhorar” para ser amada.
Na psicanálise, compreendemos que padrões tóxicos se repetem quando não são compreendidos. A pergunta que fica é: o que dentro de você ainda acredita que precisa aceitar menos do que merece?
Dica: Se você sente que perdeu sua voz dentro de um relacionamento, escreva para si mesma uma carta contando sua própria história. Esse é um primeiro passo para resgatar sua essência.

O impacto da autoestima na identidade feminina

“Onde há poder, há resistência.” – Michel Foucault
A autoestima feminina é frequentemente moldada pelo olhar do outro. Crescemos ouvindo que precisamos ser “boas o suficiente”, mas quem define esse “suficiente”?
Certa vez, uma paciente me disse: “Eu só me sinto bonita quando alguém diz que estou bonita.” Essa dependência da validação externa a impedia de enxergar sua própria luz. Quando nos olhamos apenas pelos olhos alheios, nos tornamos reféns de um reflexo distorcido.
A psicanálise nos ensina que nossa identidade é construída a partir das experiências que vivemos e das narrativas que internalizamos. O que aconteceria se você começasse a se definir por si mesma?
Reflexão: Qual foi o momento da sua vida em que se sentiu mais confiante? O que mudou naquela época?

O peso da opinião alheia: Como se libertar da necessidade de aprovação

“A angústia é o preço que pagamos por sermos nós mesmos.” – Jacques Lacan
Desde pequenas, somos ensinadas a agradar: “Seja boazinha”, “Não fale alto”, “Vista-se assim para ser bem vista.” E assim, moldamos nossas escolhas com base no que os outros esperam de nós.
Uma paciente uma vez me disse: “Minha vida foi construída para ser admirada, mas eu não sou feliz dentro dela.” Essa frase ecoa o dilema de muitas mulheres que vivem aprisionadas pela necessidade de aprovação.
Na psicanálise, compreendemos que a busca incessante por aceitação tem raízes profundas na infância, quando aprendemos a nos encaixar para receber amor. Mas e se o amor verdadeiro começar justamente quando paramos de buscar encaixes?
Desafio: Durante um dia, observe quantas vezes você toma uma decisão pensando no que os outros vão pensar. O que aconteceria se você se permitisse ser livre?

Acolhendo a criança ferida dentro de nós

“Toda criança que não é acolhida em seu sofrimento crescerá tentando curar essa dor no outro.” – Donald Winnicott

Todos carregamos dentro de nós a criança que um dia fomos. E quando essa criança não foi amada, escutada ou validada, ela continua a buscar esse amor na vida adulta.

Na clínica, vejo mulheres que repetem padrões de abandono, que buscam no outro o cuidado que nunca receberam. O primeiro passo para a cura? Parar de esperar que alguém preencha o vazio e aprender a acolher a si mesma.

Hoje, o que sua criança interior precisa ouvir?

Exercício: Escreva uma carta para a sua criança interior. O que ela precisa ouvir hoje?

Viver vs. Estar Vivo: Uma Reflexão Psicanalítica sobre a Busca por Sentido

“Viver é diferente de estar vivo”. Essa frase, que ecoa em conversas cotidianas, músicas e até mesmo em discursos de palco, me levou a uma profunda reflexão sobre a natureza da existência humana. Como psicanalista, observo diariamente a angústia daqueles que, embora biologicamente vivos, sentem-se distantes da plenitude da vida.

Na minha prática clínica, vejo pessoas que, apesar de terem suas necessidades básicas atendidas, sentem um vazio existencial. A rotina se torna um fardo, os relacionamentos se desgastam e a alegria se esvai. A psicanálise nos ajuda a entender que essa desconexão entre “estar vivo” e “viver” muitas vezes se deve à repressão de desejos e emoções autênticas.
A sociedade, com suas expectativas e normas, nos molda a padrões preestabelecidos, sufocando nossa individualidade. O medo da rejeição e do julgamento nos impede de expressar quem realmente somos, construindo máscaras que nos afastam de nossa essência.
“Viver” exige coragem para enfrentar nossos fantasmas internos, desvendar traumas e resgatar a capacidade de amar e criar. É um mergulho no autoconhecimento, uma jornada que nos permite ressignificar experiências dolorosas e encontrar sentido na vida.

Em um mundo cada vez mais individualista e hiperconectado, a busca por sentido se torna ainda mais urgente. “Viver” é um ato de resistência, uma escolha consciente de abraçar a vida em sua totalidade, com suas alegrias e desafios. É a capacidade de se conectar com o outro, de amar e ser amado, de criar e transformar o mundo ao nosso redor.

Convido você a refletir sobre essa dicotomia e a compartilhar suas próprias experiências nos comentários. Juntas, podemos construir um espaço de diálogo e reflexão sobre a busca por uma vida mais autêntica e significativa.

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